As festas em Lisboa realizavam-se duas vezes por ano: a 15 de Fevereiro, dia da trasladação do corpo de Santo António para a catedral de Pádua, e a 13 de Junho, data da sua morte. Será esta última que se converterá na sua festa por excelência, com duas componentes, uma religiosa e outra profana.

Às cerimónias religiosas, como as missas e a procissão, juntavam-se as festas oficiais da Câmara, com touradas e música, no Terreiro do Paço e mais tarde no Rossio, que terminavam com fogo-de-artifício.

Paralelamente, a estas festas oficiais, e um pouco por toda a cidade, decorriam as festas populares nos bairros, relacionadas com ancestrais festejos do Solstício de Verão, os arraiais e descantes e ainda os tronos em homenagem a Santo António.

Por toda a parte, em todas as casas, via-se a imagem do Santo, no seu altar, ornada de flores e de longos pavios. Estes tronos constituem uma das manifestações mais singulares do culto antoniano que,
mais tarde, foram também apropriados pelas crianças que passam a competir entre si na sua feitura.

Montados em ruas e praças da cidade, junto a eles, as crianças pediam “5 milreizinhos para a cera de Santo António”, que depois queimavam em fogo-de-artifício, frase que, mais tarde, foi convertida em “um tostãozinho pró Santo António”.

Entre as comemorações religiosas e pagãs, durante o dia, à noite e pela madrugada de 12 para 13 de Junho, a multidão deslocava-se pelas ruas da cidade erguendo archotes e lampiões para iluminar o caminho. Estes desfiles espontâneos de pessoas transportando balões iluminados pendurados em canas estão na origem das Marchas Populares que a partir de 1932 se tranformariam num concurso organizado,
encenado e temático.

Em homenagem ao dom de casamenteiro do Santo, cria-se, na década de 50, o concurso das Noivas de Santo António, que permitiu, ao longo dos anos, celebrar inúmeros casamentos a casais de poucos recursos económicos.

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